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19/09/2004 15:55 enviada por HellBoy 04/07/2004 22:08 Just a question Ainda entra alguém aqui? Bem... Logo estarei de volta (grande coisa...). Quem sabe de casa nova. Veremos. enviada por HellBoy 17/03/2004 08:07 Aterrissagem forçada Já fui e já voltei. Houve um tempo em que não quis nem saber mais, porém voltei a fazer. Todos são assim. Há inconstância em tudo, seja esta voluntária ou imposta. Comecei este blog em setembro de 2002. Até hoje nunca vi um propósito claro para ele. De início até pensei que isso era coisa para quem não tivesse o que fazer. Acho que isso foi inspirado pela abundância de blogs adolescentes, cheios de figurinhas, gifs animados e textos de parca utilidade que beiram até a escatologia. Creio que na minha volta, finalmente encontrei o verdadeiro motivo para manter este espaço. Envolto em uma atmosfera triste e ruim, precisei deste espaço e ele me ajudou. Até me empolguei com isso. Poderia ter escrito mais, - muito mais - mas resolvi acalmar a mente. Hoje, a conjuntura me força a, novamente, dar um break no meu aeroporto de idéias. Já fiz isto anteriormente, como já mencionei. Mas o fiz como alguém que se livra de um incômodo, de algo sem graça, algo que começa a dar no saco. Agora, interrompo a publicação contra minha vontade. Quero escrever, quero ter tempo para viajar, expelir o que há dentro de mim, mas não posso por agora. Este semestre tenho que escrever minha monografia de conclusão do meu curso. Sei que vai ser um trabalho árduo e vou me privar de muita coisa nessa caminhada, visto que o prazo é curto. Terei muito a ler e escrever. Minha viagem para os EUA atrasou um pouco meus planos e agora me vejo com pressa de terminar. Vou escrevendo, quando puder, e guardarei para publicar posteriormente. Isto é, portanto, não um adeus, mas um até logo. A quem interessar possa, por intermédio deste post declaro que vou, mas volto. ![]() Dave Brubeck Quartet Take Five
enviada por HellBoy 16/03/2004 09:19 Lagartixa moribunda Ao entrar no banheiro, hoje pela manhã, me deparei com uma lagartixa no chão de a barriga para cima. Imaginei que estivesse morta, pois alguém tinha colocado veneno no banheiro no dia anterior. Peguei uma vassoura e pá mas, ao toca-la, esta se mexeu e virou. Ainda estava viva, mas tremia muito e não movia as patas traseiras. Olhei a lagartixa moribunda com certo pesar. Fiz uma pequena analogia com o que tenho dentro de mim. Foi triste vê-la tentando continuar a viver, tentando fugir e, ao mesmo tempo, lutando contra o veneno dentro de si. Achei por bem eliminar seu sofrimento. Atirei-a no vaso sanitário e dei descarga. Tenho uma lagartixa envenenada dentro de mim que deve ser morta. Ela não tem mais razão para viver. ![]() Enigma I love you... I´ll kill youenviada por HellBoy 03/03/2004 13:43 De novo elas: as Pin Ups! Volto a um costume antigo que fazia desde os primórdios desse blog, que é a de postar exemplares de uma das facetas da dita pop art que mais gosto. ![]() Adoro essa falsa ingenuidade dessas pinturas. Em uma época onde se pregava a rigidez moral na sociedade, essas figuras apimentavam a imaginação e fantasia da molecada... e dos barbados também. Quem produziu essa foi um dos papas, e quem sabe, o mais fértil dos artistas do gênero: Gil Elvgreen. Wilson Simoninha & Jongo Trio - Ela é Carioca/Samba do Cariocaenviada por HellBoy 01/03/2004 11:52 Espiral Antes era apenas eu em uma linha reta, mas, que de repente, variou. Uma nova surgiu e acreditei que com esta seríamos paralelas. Mas durante o percurso, a outra fez-se parábola e sua trajetória mudou para uma direção oposta. Sozinho novamente. Tudo se misturou e não sou mais linha reta. Onde está a simetria? Caí em uma confusão de ângulos obtusos e formas contraditoriamente disformes. Tudo não passa de um caos. Acho que sigo uma espiral. Mantenho uma direção, mas sem saber exatamente para onde estou indo. Vou apenas seguindo. Quem sabe não tenha fim. Mas devo manter um sentido. Seguirei em círculos para chegar em algum ponto, se é que há. Meu caminho é a espiral da minha concha. ![]() Enya - Caribbean Blue
enviada por HellBoy 27/02/2004 00:55 Urubu, companheiro do vento Acordei antes do sol e vi o dia nascer. Nenhum dia é igual ao outro, pois em cada amanhecer há uma beleza diferente. Aproveito a luz e abro minhas asas e estico o máximo que posso. Com sua luz, o sol, que banha meu ninho, desenha também minha sombra mórbida, e ao vê-la, me entristeço. Resolvo, pois, voar. Meu vôo é de um vôo suave, calmo, no qual aproveito o vento e o ar quente que sobe. Deslizo entre as nuvens, pairo no infinito. O negro das minhas penas e da minha presença contrasta com o azul do céu. Será que pertenço mesmo a este lugar? O tempo passa e a fome chega. Chego a ficar faminto. Apenas olho ao redor. Não caço, apenas espero. Não posso ter pressa. Não é essa minha natureza e não é esse meu papel. Vasculho tudo do alto até que encontro. No chão jaz solitária uma carcaça. Desço, mas há outros dos meus lutando entre si. Entro também na luta frenética, pouco me importando com as feridas que me causam, com minha pele sendo rasgada por bicos tão afiados quanto os meus. O sangue nos meus olhos, sem querer saber se é meu ou dos meus adversários, não me desanima. O que está em jogo é minha sobrevivência. A fome é maior que qualquer dor. Venço e afundo meu bico na carne fétida, arrancando as vísceras para meu deleite. E o banquete tétrico prossegue até que eu esteja satisfeito e levante vôo novamente. No ar, percebo as dores da batalha e com o tempo a sede chega. Do alto, diviso um rio e logo desço para me satisfazer. Mas ao me aproximar, vejo meu reflexo. Que verme sou eu? Um ser asqueroso que não caça e nada faz a não ser esperar para cumprir apenas uma tarefa pérfida. Mato a sede e olho o alto. Levanto vôo. O que me resta é dançar com o vento. Não sou senhor do vento. Dependo dele. Ele é meu único amigo e nunca me trai. Com ele posso voar sem bater asas. Ele me traz o cheiro podre do anúncio de um banquete. Fora ele, meu destino é ser solitário. Apenas olho a beleza sem fazer parte dela. Sou urubu, companheiro do vento. ![]() Chico Buarque - Carolinaenviada por HellBoy 26/02/2004 14:36 Pra tudo se acabar na quarta-feira... O que fazer quando não só a quarta-feira apresenta ser de cinzas, mas sim todo o calendário? Esperar até o ano novo? ... tristeza não tem fim... ![]() Astrud Gilberto e Tom Jobim Água de beber
enviada por HellBoy 20/02/2004 14:24 Justiça seja feita Escrevi no famigerado post do dia 18/02 que tinha comprado o novo do Marcelo D2 (pirata, confesso...). Na hora odiei por está-lo ouvindo no mesmo momento que tive aquela visão infernal. Na pequenez da minha alma e percepção, motivado pelo evento, julguei precipitadamente o supracitado. Justiça seja feita: ao ouvi-lo com calma posteriormente, vi-me obrigado a me retratar. À Procura da Batida Perfeita é muito bom. Vai meio na linha do seu debute solo Eu tiro é onda (1998) no qual D2 assume sua veia sambista faz um amálgama com hip hop. Destaque para A Maldição do Samba. Se fosse há alguns anos atrás, eu não gostaria tanto. Com certeza preferiria mais o trabalho do Planet Hemp. Mas, creio que a cada dia estou usando mais meus ouvidos para ouvir. Bom disco... pena que o consegui em época ruim. Recado dado. ![]() enviada por HellBoy 20/02/2004 12:07 Sépia Junte o verde e o vermelho. Dá um tom triste, que, por acaso, gosto muito. É uma espécie de marrom, não sei. Gosto de tonalidades assim. Gosto de verde escuro, bege, cinza, marrom e preto. Sépia. Lembra o pó, a sujeira que cobre o que foi esquecido. Lembra o chão de uma floresta, cara de outono. Lembra folhas mortas, que cumpriram seu papel em vida e agora se unem numa mistura, num mosto, em decomposição devolvendo à terra o que a planta tirou. Retorno à origem: um ciclo. Parece que tudo ao meu redor perdeu a cor. Parece mesmo que estou em uma fotografia antiga, daquelas que se guarda em um livro e depois de 30, 40 anos a gente encontra. Nelas se vêem os prédios, roupas, objetos, pessoas que se foram, elementos que não mais existem, ou que estão deslocados no tempo, completamente alheios à realidade de quem olha. Minha alma vai assim tingida por cores imprecisas. É como uma mancha de café em uma toalha de mesa encardida, que de tanto tempo sem ser limpa, por esquecimento ou negligência de alguém, fica impressa de forma indelével no tecido. É página de jornal antigo. Apenas a cor negra da tinta permanece. De resto, apenas o amarelo luta contra o bege, pouco lembrando do branco que era no início. Cores que não chamam atenção. Não são quentes nem frias. Ninguém as percebe. São cores apagadas e delas restam apenas tons esvaecidos. Essas são as cores da minha alma. A cor do que se queima antes do escuro das cinzas. Minha alma é velha. ![]() Max de Castro - Samba Raro
enviada por HellBoy 18/02/2004 22:46 Enfim, a realidade se mostra Após um certo tempo de distância, ficava pensando como seria este dia. De como reagiria quando visse. E aconteceu... Estava num shopping center procurando coisa banal. Fui lá para nada, aparentemente. Até que um raio atingiu meus olhos no meio da multidão. Era ela mesma. Bonita e charmosa como sempre. Meus olhos se fixaram nela como por magnetismo até que seu braço trazia outra coisa que se desvencilhou das pessoas. Estava de mãos dadas à sua nova companhia. Os músculos do meu rosto não obedeciam e deixei tombar o maxilar e meus olhos abriram-se. Minha boca ficou seca. Meu coração não batia... pelo menos não senti. Comecei a suar. Aquilo estava mesmo acontecendo? No momento estava ouvindo um cd pirata que acabara de comprar por R$ 3,00 do Marcelo D2. Comprei para experimentar, mas, ao ver aquela cena, odiei na hora e desliguei o diskman. Embasbacado, segui os dois por um instante. Pareciam estar felizes e foram para a praça de alimentação e ficaram a olhar os cartazes dos filmes no cinema. Quase fui visto. Retornaram. Tomei a mesma escada rolante estando à frente dos dois com duas pessoas de diferença entre mim e eles. Fiquei em frente a uma vitrine e desceram mais um piso. Segui com os olhos. Senti-me um fantasma no momento. Algo que não existia, ou que se existia, ninguém via, ninguém percebia. Do lado de fora do shopping, sentei em um jardim tentando pensar, tentando lembrar de como pegar um ônibus, de quanto custava, onde desceria e para quê. Pensei em tomar um táxi, mas acordei e percebi que não tinha dinheiro para tanto. Na verdade, a partir de agora, é hora de acordar. Como são irônicas as coisas. Em uma hora você caminha por uma ponte que parece sólida e segura e num instante, tudo rui a seus pés e nada é mais certo que a queda. Como é triste ter um sol dentro de si, sendo que do lado de fora só há escuridão e frio. A visão de hoje põe um ponto final em tudo. Eu que não tinha percebido ainda. É a realidade, e então, que morra o resto de esperança. Foi como se eu terminasse de ler um livro. O livro acabou, mas sinto saudade da alegria do início, contrastando com as tristes páginas do final. Cabe agora fechar esse livro e colocar em alguma estante, para que ele empoeire, mofe e fique coberto de teias de aranhas para ser esquecido. Não sei mais o que há dentro de mim. Rejeitado, fico olhando tudo como se nada me pertencesse. A dor é forte ainda. Mas espero o orgulho voltar e para ele estou de braços abertos. Quero levantar o rosto e me livrar disso. Esse amor, agora, para mim não passa de maldição. ![]() Mas, como disse o poetinha ao maestro em Carta ao Tom 74: É, meu amigo Só resta uma certeza É preciso acabar com essa tristeza É preciso inventar de novo o amor Queria que fosse fácil assim. enviada por HellBoy 18/02/2004 14:20 Vôo cego Voltei dos EUA. (E daí?) E olha que já faz tempo. Em dezembro ainda. Mas não vim aqui para falar disso. (Vim para o quê mesmo?) Não sei. Sei lá... Vim para exorcizar, expelir, vomitar, externar. Vim para uma catarse sem pretensão de platéia, tanto pelo fato de que, possivelmente, os textos (que não sei se serão muitos) sejam de teor não muito agradável ou cativante. Ué? Mas o blog não acabou?. Acabou. O que será (se é que vai ser) será bem diferente do que foi antes. Queria até mudar o layout, mas nem para isso tenho ânimo. Muito do que eu acreditava também ficou para trás. Idéias e ideais se transformaram, visto que a realidade se tornou estranha. Já falei que isso aqui não é diário. Mas preciso escrever algumas coisas. Não adianta falar, conversar. Palavras faladas se confundem com soluços e idéias impensadas. Na desordem, por vezes, tudo soa até ridículo. Não sou muito comunicativo, e, às vezes, melhor mesmo é o silêncio. O Para o Alto e Avante voa agora por céus não muito tranqüilos. Na verdade, só a tempestade me acompanha. ![]() Tenho um espinho enorme encravado no coração. Aos poucos vou expulsá-lo. Pois é... Foi apenas o que restou. A flor se foi. Wes Montgomery - Unit 7
enviada por HellBoy 13/10/2003 15:37Peixe fora d'agua Sei que o blog acabou, mas ainda existe. Voce que estah aih no Brasil, olhe o ceu, queime o rosto, ouca, sinta, cheire, perceba, viva... o Brasil. Puta saudade... Hoje ouvi Jobim e chorei... ![]()
Antonio Carlos Jobim - The Mantiqueira Range enviada por HellBoy 29/09/2003 18:38 O fim Setembro de 2002. Eu era estagiário de uma empresa aérea. Era a antiga Nordeste Linhas Aéreas (que Deus a tenha). Vivia a dúvida da minha permanência no trabalho. Todos os dias eu ficava sabendo de novas demissões, despedidas e incertezas. A cada dia eu via meu trabalho diminuir, pois as bases iam fechando ao redor do Brasil e eu ficava sem ter o que fazer. Em meio a isso tudo, me distraia viajando na internet (mesmo quem tem o que fazer costuma a queimar tempo na net). Daí descobri o tal do Blog. Logo de cara pensei: Bah! Coisa de quem não tem o que fazer. Entao me toquei de que eu me encaixava nesse perfil. Como eu via aviões todo o tempo, e era uma coisa que eu gosto, achei que seria um bom tema para o blog. Mas não apenas de aviões. Tinha que ter estilo. Tinha que ter poeira, cheiro de mofo. Vintage!!! Isso! Cara de coisa velha, de coisa que ninguém mais quer, como um postal de 1935 em um baú de uma tia velha. Assim nasceu Para o Alto e Avante!. Coloquei muitas inutilidades aqui. Devia ter escrito mais aqui. Devia ter impresso mais minhas idéias, ter dito menos besteiras. Ainda lembro dos primeiros posts. Parecia que eu falava com um amigo imaginário e invisível. Procurava assunto, mas sempre tentava colocar aqui as coisas que eu gosto, músicas, pin-ups. E aí apareceram os primeiros comentários, primeiros visitantes e adicionei os primeiros links. Aprendi até um pouquinho de HTML! Eu mesmo mudei e criei meu layout! Atingi o auge da fama ao ter meu link na Seleção Blig (ora vejam só!!!). Mas, em meio a turbulências do dia-a-dia, comecei a me desinteressar pelo blog, e foram rareando os posts. Hoje minha vida é bem diferente de um ano atrás. Nunca imaginaria que 365 dias após aquele 19 de Setembro em que eu estava na minha mesa, quebrando a cabeça para saber como mudar o layout do blog, com um monte de interrogações na cabeça, agora eu estou em outro país, vivendo uma situação totalmente improvável para aqueles dias. Como a vida da gente dá voltas...! Pois bem. Fim do blog. Não estou com muito tempo para ele. Não acho que seja mais útil. Os tempos são outros e chegou a hora do ás descansar. Que vocês, que me lêem agora, tenham uma boa vida e sorte em sua viagem nesta vida. Foi bom enquanto durou. Ter vocês como leitores me foi uma honra. Quem sabe eu volto Adeus! ![]() Tom Jobim & Sting - How Insensitive
(P.S.: Por favor, visitem os links da seção Aces High. Obrigado) enviada por HellBoy 26/08/2003 16:01 Ainda estou vivo... Salve, salve, meus amigos!!! Ca estou eu, digitando este texto em um computador configurado para ingles, sem poder colocar um acento sequer, pois nao pude modificar o idioma. Estou na biblioteca de Salt Lake Community College, em Salt Lake City, estado de Utah. Local cheio de mormons, onde deveria haver ursos, indios utih (sei lah como se escreve) ou navajos. Estive este tempo fora do ar, pois muita coisa estah acontecendo e nao tive tempo de escrever. Peco desculpas aos leitores (se eh que ainda existe algum) pela ausencia, mas refletirei sobre o futuro desse blog: seus propositos e motivos de ainda existir. Ateh lah, um abraco! ![]() Stan Getz - Stella by Starlightenviada por HellBoy Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
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